21 de jul de 2010

Na terra do tango: Do avião (parte 3/3)



E nesta última parte, recordo as viagens de avião feitas no período da viagem. Foram quatro, eu gosto muito de andar de avião (certa vez li alguém que escreveu que ''barulho de avião é música para os meus ouvidos'' e me identifiquei), mas o momento pré-voo era muito cansativo. Três dos quatro voos foram logo no início da manhã, e como éramos dezenas de pessoas, tínhamos que sair ainda no começo da madrugada com as malas dos hotéis, entrar nos ônibus, pegar a mala no ônibus, esperar a abertura do check-in, fazer o check-in e esperar pelo voo (que às vezes atrasava, felizmente não mais do que 45 minutos). Depois de chegar ao destino, esperar as malas, ir pro ônibus, pegar as malas, subir para o hotel e por aí vai. Como gosto de aeroportos, não me importava muito, ainda mais porque em três dos quatro voos fui na janelinha (o único que não foi o São Paulo-Buenos Aires, portanto não há fotos desse voo) e pude apreciar as belas paisagens. Compartilho, a seguir, algumas das melhores fotos tiradas por mim pela janelinhas dos aviões da Aerolíneas Argentinas. Está fora da ordem cronológica propositalmente, porque resolvi deixar o melhor para o final.

Primeiramente, as fotos do voo realizado no dia 13 de julho de 2008, um domingo. Saímos de Buenos Aires ainda no amanhecer, por volta de 8h, e chegamos em Bariloche por volta das 9h40. As duas fotos abaixo são da chegada em Bariloche:



Um pouco de neve...


...e muita neve, ainda que distante


Agora, as fotos do voo em que voltei para o Brasil, no dia 21 de julho, há exatos dois anos. Saímos de Buenos Aires ainda de madrugada (7h15 da manhã, na realidade, mas por lá era noite completa a essa hora) e chegamos em São Paulo por volta das 9h35.



Pouco depois de sair de Buenos Aires, começou a amanhecer


Pouco depois do sol nascer, destaque para as nuvens o azul intenso do céu

E, para encerrar, o voo que rendeu as fotos mais bonitas. Na tarde do dia 20 de julho, saímos de Bariloche e fomos para Buenos Aires. Para mim, a última foto desse post (e também que encerra os três post sobre minhas lembranças da viagem) foi a mais bonita de todas.


Tapete de nuvens


Partindo de Bariloche, quanta neve!


Azul do céu e do lago, branco da neve. Cenário perfeito e presente divino.

16 de jul de 2010

Na terra do tango: Bariloche (parte 2/3)


Vista aérea de Bariloche (foto de internet)

Ainda amanhecia no dia 13 de julho de 2008, por volta de 8h da manhã, quando pegamos o voo rumo a San Carlos de Bariloche. A pequena cidade de cerca de 130 mil habitantes está localizada na Patagônia Argentina, a cerca de 4 mil quilômetros de São Paulo! Chegamos por volta de 9h40 da manhã, sob uma temperatura de apenas três graus, apesar do sol. Ao sair do aeroporto, aquele ar gelado. Naquela tarde, o tempo fecharia e começaria a chover, mantendo-se assim por dias a frio.

No dia 14 fomos fazer o Circuito Chico, que é um passeio margeando o Lago Nahuel Huapi (esse da foto acima, o qual falarei mais para frente). A chuva caía com intensidade moderada e a temperatura estava ao redor de 2-3°C.


Neve no alto das montanhas, Lago Nahuel Huapi à direita e eu desaparecendo no meio da roupa

No dia 15 fomos andar de quadriciclo na lama, e também debaixo de chuva. Por precaução, resolvi deixar a câmera no hotel (lama na câmera não ia parecer uma boa). No dia 16, saímos, mais uma vez sob chuva, rumo ao Cerro Otto. Chegamos, ficamos na fila e enfim subimos de teleférico até o topo da montanha. À medida que o teleférico ia subindo, só chuva e nada da tão aguardada neve.

Chuva e mais chuva. E o teleférico subindo...


Era por volta de 16h30 quando descemos do teleférico, aguardamos um tempo, e quando a porta se abre... A NEVE ! Eu estava simplesmente diante do maior sonho da minha vida, que acabara de ser realizado. Não tinha e até hoje não tenho palavras para descrever aquele momento de ápice de felicidade. Nós só queríamos saber de aproveitar muito e fazer guerra de neve, coisa que criança em país tropical que não pode viajar só sonha, através dos filmes de Natal norte-americanos.
A primeira imagem da neve, inesquecível


Sonho realizado. E que frio nas costas!

No dia seguinte, acordamos por volta de 9h30, ainda terminava de amanhecer em Bariloche e NEVAVA! Agora eu via a neve caindo do céu, coloquei a roupa rapidamente e fui tirar fotos!


Do locutório na Calle Mitre em que eu ligava todas as tardes para o Brasil. E comia alfajores.


Vista do hotel e dá-lhe neve caindo!


Nos outros dias, o tempo abriu (e as noites se tornaram mais geladas, fez até 5 graus abaixo de zero) e fomos duas vezes ao Cerro Catedral. O principal centro de esqui da Argentina e mais completo da América Latina conta com mais de 120km de pistas e 39 meios de elevação e estava cheio em ambos os dias. As imagens são indescritíveis, especialmente as em que as árvores, sem aparecem cobertas por neve, dando uma tonalidade cinza. Só olhando mesmo para ter uma noção da beleza:


Cerro Catedral visto de longe


Lá em cima, e o povo tentando esquiar


Árvores cobertas por neve, paisagem de tirar o fôlego

Bom, e a todos os passeios em que íamos, o Lago Nahuel Huapi acompanhava a paisagem. O lago ocupa uma área de quase 550km² e chega a atingir, em alguns pontos, uma profundidade de 450m! Sempre muito lindo com suas águas cristalinas, especialmente nos dias ensolarados.


Lago Nahuel Huapi, visto do Cerro Otto, no fim de tarde


Em um dia ensolarado

Essa foi poucas horas depois que nevou na cidade. Ventava tanto, que frio só de lembrar!

Assim foram os sete dias em Bariloche. Passeios diurnos e baladas em algumas noites. Quando o tempo era livre, caminhávamos sem parar pela Calle Mitre, a principal rua de Bariloche, onde está o comércio e as deliciosas lojas de chocolate (lembro que sempre ía tomar chocolate quente, que maravilha). Daqui uns dias, a próxima e última parte dessas memórias celeste e brancas: as fotos tiradas dos aviões.

11 de jul de 2010

Na terra do tango: Buenos Aires (parte 1/3)


(Foto de internet da Avenida 9 de Julio, a mais larga do mundo)

Era uma madrugada fria e de névoa do dia 11 de julho de 2008, uma sexta-feira, há exatos dois anos, quando meu despertador tocava às 2h30. Boa parte de São Paulo ainda ia dormir, enquanto eu acordava, para ir rumo ao voo AR1241 das 7h35, da Aerolíneas Argentinas, que me esperava. Era o começo de dez dias inesquecíveis, a tão aguardada viagem de formatura e a realização de dois sonhos: o da viagem internacional e, o maior deles, o de ver neve.

Ainda era meio da manhã quando pousamos no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires. As palavras em castelhano com aquele jeito rápido dos portenhos de falar dava um nó na cabeça (mas logo aprenderíamos o básico, gracias, permiso... e nos viramos muitas vezes usando a mímica). A cidade estava nublada, cinza. Ainda no caminho para o hotel, o Congresso Nacional da Argentina. Mais tarde, a primeira refeição na terra do tango, almoçamos em um Mc Donalds próximo ao hotel e naquela tarde iríamos conhecer o agradável e nobre bairro da Recoleta. É lá que se localiza o cemitério mais famoso da Argentina, onde várias personalidades do país estão enterradas, inclusive Evita Perón. Uma praça calma, em pleno centro da capital argentina, com as pessoas elegantes passeando e uma bela igreja.


O Congresso da Nação Argentina

Igreja, ainda mais bonita com a chegada do fim de tarde, no bairro da Recoleta

No dia seguinte, uma Buenos Aires pouco comum em julho: muito ensolarada e com temperatura de primavera. Fomos à Casa Rosada, sede da presidência da Argentina e que fica de frente para a Plaza de Mayo. A Plaza de Mayo é a praça mais importante de Buenos Aires e recebeu o nome devido à Revolução de Maio, em 25 de maio de 1810, que deu início ao processo de independência do país. Depois de tanto ver por fotos, era uma sensação muito boa estar vendo ao vivo a sede do governo argentino, com a bandeira celeste e branca tremulando.

Casa Rosada, numa ensolarada manhã de sábado

 Foto tirada da Plaza de Mayo. A arquitetura antiga e bem conservada se faz presente

Dali para o Boca. La Bombonera, palco de tantas partidas emocionantes e clássicos do futebol argentino. Mesmo para quem não gosta muito de futebol, como eu, é impossível não imaginar aquele estádio cheio. Pertence ao Boca Juniors e foi inaugurado no dia 25 de maio de 1940.



Amarelo e azul: as cores do Boca Juniors


Embora pareça, eu não estava no campo

Estivemos também no Caminito (onde não tirei muitas fotos interessantes, o tempo era curto e eu estava mais afim de passear por aquelas ruas e entrar nas lojinhas) e, posteriormente, para o Puerto Madero. O bairro mais moderno de Buenos Aires é, também, o metro quadrado mais caro da Argentina. Muito agradável, com ótimos restaurantes e convidativo para uma caminhada.

Puerto Madero, um dos cartões postais de Buenos Aires

Anoiteceu e fomos ao Shopping Abasto. Para chegar lá, pegamos o subte, como os argentinos chamam o metrô. O Metrô de Buenos Aires é, aliás, o mais antigo da América Latina: a primeira linha foi inaugurada em 1913 (só para se ter uma ideia, a linha de metrô mais antiga do Brasil é a linha azul do metrô paulistano, que foi fundada somente em 1974). Descemos na estação Carlos Gardel, que foi o mais famoso cantor de tango argentino, e chegamos ao Abasto. O shopping foi construído onde antes se localizava o principal mercado de Buenos Aires.


Uma pequena parte do Shopping Abasto

No domingo, ainda pela madrugada, deixamos a cidade rumo a San Carlos de Bariloche, que será a segunda parte dessas minhas lembranças. Foram apenas três os dias em que fiquei em Buenos Aires, mas foram marcantes. Agora compreendo porque todo brasileiro que vai para a capital argentina volta encantado pela cidade. A arquitetura antiga, mas bem conservada e a elegância dos portenhos me faz entender porque é um pedaço da Europa na América do Sul. Claro, com seus problemas típicos de um país em desenvolvimento, mas bem longe da imagem que a imprensa brasileira tenta retratar, de uma Argentina em crise eterna e falida. Ainda voltarei.

8 de jul de 2010

Polvo Paul, o vidente


A voz do polvo é a voz de Deus
(Foto: ATP)

Um polvo de nome Paul, de um aquário na cidade de Oberhausen, na Alemanha, tem chamado a atenção do mundo inteiro durante esta Copa do Mundo e virou celebridade. Ao contrário de Mick Jagger, que consegue a façanha de sempre torcer para quem vai perder, e de mim (fico dando palpites e erro a maioria deles, pelo menos estou melhor que o Mick Jagger, ainda bem!), o polvo Paul sempre acerta o vencedor dos jogos que a Alemanha participa. Paul já fazia previsões na Eurocopa e acertava, mas errou a final: ''previu'' vitória alemã sobre a Espanha. Entretanto, seu percentual de acerto nesta Copa está em 100%, acertou inclusive a vitória da Sérvia sobre a Alemanha na primeira fase. E no último jogo, na tarde de ontem, Paul não falhou: deu Espanha.

Para ''escolher'' o vencedor, o método é simples: são colocadas duas caixas de vidro, um com a bandeira alemã e outro com a bandeira do adversário no aquário do polvo. Dentro delas, comida, na mesma quantidade nos dois recipientes. Finalmente, Paul escolhe uma das caixas e a seleção ganha.

E, de tão famoso, ganhou um site: http://www.pulpopaul.com/ Se vocês olharem cada uma das pequenas fotos que ilustram o site e procurarem os resultados dos respectivos jogos, vão poder comprovar a eficácia do molusco.

Como Paul só faz previsões para jogos alemães, não é possível saber quem ganhará a Copa, se Holanda ou Espanha. Mas, assim que ele tiver mais uma de suas ''visões'', saberemos se a Alemanha fica ou não com a terceira posição da Copa 2010.

3 de jul de 2010

Europa ressurge

Foi eu falar que a América do Sul dominava a Copa, e tudo mudou. Das quatro seleções sulamericanas, apenas o Uruguai passou para as seminifinais, em jogo emocionante contra Gana, que terminou empatado em 1 a 1 e decidido nos pênaltis, sob muita adrenalina. O Brasil jogou e marcou no primeiro tempo, mas desanimou e perdeu de virada da Holanda. A Argentina perdeu de 4 a 0 da Alemanha. E, por fim, o Paraguai perdeu por 1 a 0 da Espanha nesta tarde de sábado. Desta forma, assim ficam as semi-finais:

Uruguai x Holanda, dia 6, às 15h30 (horário de Brasília)
Alemanha x Espanha, dia 7, às 15h30

1 de jul de 2010

América do Sul domina a Copa

Ainda era a fase de classificação quando as seleções sul-americanas começaram a se destacar na Copa do Mundo deste ano. No grupo A, o Uruguai empatou com a França em 0 a 0, goleou a África do Sul por 3 a 0 e venceu o México por 1 a 0. No grupo B, a Argentina, que enfrentou muitas dificuldades para conseguir o passaporte para a Copa, conseguiu três vitórias na primeira fase: 1 a 0 sobre a Nigéria, 4 a 1 em cima da Coreia do Sul e 2 a 0 contra a Grécia. No grupo F, o Paraguai empatou com a atual campeã Itália em 1 a 1, ganhou da Eslováquia por 2 a 0 e empatou com a Nova Zelândia em 0 a 0. O Brasil, no grupo G, fez 2 a 1 na Coreia do Norte, 3 a 1 na Costa do Marfim e empatou em 0 a 0 com Portugal. E, por fim, o Chile venceu Honduras e Suíça por 1 a 0 e depois perdeu por 2 a 1 para a Espanha.

Grandes campeões como Itália e França já pegavam o avião de volta para a Europa enquanto começavam as oitavas-de-final, com os cinco sul-americanos ainda presentes. O Uruguai venceu a Coreia do Sul por 2 a 1, a Argentina fez 3 a 1 contra o México, o Paraguai empatou com o Japão (e venceu na cobrança de pênaltis) e o Brasil fez 3 x 0 contra o Chile, fazendo os chilenos voltarem para casa.

Chegamos então às quartas-de-final. Quatro jogos e quatro seleções sul-americanas entre as oito seleções restantes. Os jogos dessa fase começam amanhã, e são os seguintes (sempre pelo horário de Brasília):

2 de julho:
Holanda x Brasil - 11h
Uruguai x Gana - 15h30

3 de julho
Argentina x Alemanha - 11h
Paraguai x Espanha - 15h30