25 de jan de 2011

Feliz Aniversário, São Paulo!

A aniversariante do dia, completando 457 anos


São mais de 11 milhões de habitantes (e mais de 20 milhões somando sua região metropolitana), mais de 1.500km² de área, R$ 357 bilhões de PIB - o maior do Brasil e o décimo maior do mundo, cinco linhas de Metrô e mais seis linhas de trem que transportam quase seis milhões de passageiros diariamente, mais alguns milhões transportados por ônibus e tantos outros números surpreendentemente elevados. Diante de números assim, não é difícil saber que estou falando de São Paulo.

É a cidade dos arranha-céus modernos na região da Berrini, das sempre agradáveis e nobres ruas de Moema, Morumbi, Jardins, Pinheiros - para citar apenas alguns dos bairros valorizados , dos barzinhos da Vila Madalena, da elevada e imponente Avenida Paulista - centro econômico e palco da maioria dos momentos mais importantes da história da cidade, da luxuosa Oscar Freire, do Ipiranga - o bairro da Independência, das construções antigas e chamorsas, como Banespa, Catedral da Sé, Estação da Luz e Teatro Municipal, dos parques agradáveis, do autódromo de Interlagos, que recebe todo ano o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, das baladas exclusivas do Itaim Bibi, do Trem das Onze, da esquina das Avenidas Ipiranga e São João, dos nordestinos, dos italianos, portugueses, bolivianos, chineses, espanhóis e até dos índios (presentes em Engenheiro Marsilac, extremo sul da cidade), dos aviões que cortam o céu o dia todo, da vasta oferta cultural, gastronômica, de entretenimento... enfim, são tantas coisas para se falar, mas é impossível. São Paulo não cabe em palavras.

E aproveito este dia tão especial, quando a querida Sampa completa 457 anos de fundação, para fazer esta singela homenagem à cidade onde vivo desde que nasci.

Apesar de morar no lado B da Terra da Garoa (o que não tem turistas e a que só os moradores daqui e de bairros próximos conhecem), apesar de todos problemas da cidade, típicos das grandes metrópoles de países em desenvolvimento, de todos os dias permanecer ao menos 2h45 dentro de ônibus e metrôs quase sempre cheios, de todas as tempestades que me molharam e que ainda vão me molhar, das vezes que senti frio devido às rápidas mudanças meterológicas e de eu ser muito crítico (não nego) em relação ao país, amarei São Paulo para sempre, ainda que um dia talvez eu possa viver longe daqui. PARABÉNS, SÃO PAULO!! Que dias ainda melhores estejam a caminho para a cidade!

3 de jan de 2011

+ 600% em 17 anos


Tarifa de ônibus sobe mais do que a inflação em São Paulo: vai custar R$ 3,00 (Foto: Portal R7)


Foi confirmado no final do mês passado que, mais uma vez, a tarifa do ônibus irá subir em São Paulo. De R$ 2,70, os paulistanos agora pagarão um valor de R$ 3,00 pela passagem (a integração ônibus-metrô do Bilhete Único sobe de R$ 4,07 para R$ 4,29). O aumento, de 11%, foi quase o dobro da inflação na capital paulista desde o último aumento (no ano passado), de 5,8%. Segundo o prefeito Gilberto Kassab, as passagens foram reajustadas dada a necessidade da prefeitura de economizar o dinheiro repassado ao transporte, para investi-lo em outras áreas.

E nesta segunda e também amanhã, terça-feira, a corrida é grande aos postos de recarga. Como o reajuste acontece na próxima quarta-feira, quem recarregar até amanhã continuará pagando a tarifa antiga, de R$ 2,70, até que os crédios expirem.

Vale destacar que, de acordo com uma tabela do Terra, que pode ser encontrada clicando aqui, a tarifa de ônibus na capital subiu 600% desde a implantação do real, em 1994. Em 1994, a passagem de ônibus custava R$ 0,50. Quatro anos depois, já era o dobro. Em 2001, já era quase o triplo. Em 2006, a passagem já era bem mais que o quádruplo. Em 2010 a passagem passou a ser mais de cinco vezes o que era em 1994, e em 2011, com o valor de R$ 3,00, o aumento em relação há dezessete anos atrás chega a 600%, ou seis vezes mais.

Com relação ao metrô, o aumento foi menor, mas também foi bastante expressivo, de mais de 400% (isso até ano passado), como você pode ver clicando aqui. O metrô também deve reajustar o preço da passagem, provavelmente em fevereiro, mas o valor ainda não foi divulgado.

Ficam as questões: o salário dos trabalhadores subiu 400 a 600% em 17 anos? A qualidade do transporte coletivo paulistano subiu entre 400 e 600%? Que prefeito ou governador terá a nobre atitude de congelar ou baixar a tarifa, em benefício do trabalhador? Acho que as duas primeiras estão fáceis de responder, mas quanto à última, infelizmente sigo aguardando, sem muitas esperanças.