Vista aérea de Bariloche (foto de internet)
Ainda amanhecia no dia 13 de julho de 2008, por volta de 8h da manhã, quando pegamos o voo rumo a San Carlos de Bariloche. A pequena cidade de cerca de 130 mil habitantes está localizada na Patagônia Argentina, a cerca de 4 mil quilômetros de São Paulo! Chegamos por volta de 9h40 da manhã, sob uma temperatura de apenas três graus, apesar do sol. Ao sair do aeroporto, aquele ar gelado. Naquela tarde, o tempo fecharia e começaria a chover, mantendo-se assim por dias a frio.
No dia 14 fomos fazer o Circuito Chico, que é um passeio margeando o Lago Nahuel Huapi (esse da foto acima, o qual falarei mais para frente). A chuva caía com intensidade moderada e a temperatura estava ao redor de 2-3°C.
Neve no alto das montanhas, Lago Nahuel Huapi à direita e eu desaparecendo no meio da roupa
No dia 15 fomos andar de quadriciclo na lama, e também debaixo de chuva. Por precaução, resolvi deixar a câmera no hotel (lama na câmera não ia parecer uma boa). No dia 16, saímos, mais uma vez sob chuva, rumo ao Cerro Otto. Chegamos, ficamos na fila e enfim subimos de teleférico até o topo da montanha. À medida que o teleférico ia subindo, só chuva e nada da tão aguardada neve.
Chuva e mais chuva. E o teleférico subindo...
Era por volta de 16h30 quando descemos do teleférico, aguardamos um tempo, e quando a porta se abre... A NEVE ! Eu estava simplesmente diante do maior sonho da minha vida, que acabara de ser realizado. Não tinha e até hoje não tenho palavras para descrever aquele momento de ápice de felicidade. Nós só queríamos saber de aproveitar muito e fazer guerra de neve, coisa que criança em país tropical que não pode viajar só sonha, através dos filmes de Natal norte-americanos.
A primeira imagem da neve, inesquecível

Sonho realizado. E que frio nas costas!
No dia seguinte, acordamos por volta de 9h30, ainda terminava de amanhecer em Bariloche e NEVAVA! Agora eu via a neve caindo do céu, coloquei a roupa rapidamente e fui tirar fotos!
Do locutório na Calle Mitre em que eu ligava todas as tardes para o Brasil. E comia alfajores.
Vista do hotel e dá-lhe neve caindo!
Nos outros dias, o tempo abriu (e as noites se tornaram mais geladas, fez até 5 graus abaixo de zero) e fomos duas vezes ao Cerro Catedral. O principal centro de esqui da Argentina e mais completo da América Latina conta com mais de 120km de pistas e 39 meios de elevação e estava cheio em ambos os dias. As imagens são indescritíveis, especialmente as em que as árvores, sem aparecem cobertas por neve, dando uma tonalidade cinza. Só olhando mesmo para ter uma noção da beleza:
Cerro Catedral visto de longe
Lá em cima, e o povo tentando esquiar
Árvores cobertas por neve, paisagem de tirar o fôlego
Bom, e a todos os passeios em que íamos, o Lago Nahuel Huapi acompanhava a paisagem. O lago ocupa uma área de quase 550km² e chega a atingir, em alguns pontos, uma profundidade de 450m! Sempre muito lindo com suas águas cristalinas, especialmente nos dias ensolarados.
Lago Nahuel Huapi, visto do Cerro Otto, no fim de tarde

Em um dia ensolarado
Essa foi poucas horas depois que nevou na cidade. Ventava tanto, que frio só de lembrar!
Assim foram os sete dias em Bariloche. Passeios diurnos e baladas em algumas noites. Quando o tempo era livre, caminhávamos sem parar pela Calle Mitre, a principal rua de Bariloche, onde está o comércio e as deliciosas lojas de chocolate (lembro que sempre ía tomar chocolate quente, que maravilha). Daqui uns dias, a próxima e última parte dessas memórias celeste e brancas: as fotos tiradas dos aviões.