Enquanto isso, um cano plástico que vai até a mina leva ar, comida, comunicação e eletricidade até os mineiros. Além de manter os mineiros vivos, o esforço é para mantê-los com certo entretenimento, para evitar depressão, o que tem sido feito através de contato com a família e até puderam assistir a um jogo do Chile, recentemente.
12 de set. de 2010
A angústia dos mineiros no Chile
Enquanto isso, um cano plástico que vai até a mina leva ar, comida, comunicação e eletricidade até os mineiros. Além de manter os mineiros vivos, o esforço é para mantê-los com certo entretenimento, para evitar depressão, o que tem sido feito através de contato com a família e até puderam assistir a um jogo do Chile, recentemente.
15 de ago. de 2010
Os novos trens voltaram
Ainda era abril quando postei sobre a chegada dos novos trens da linha 3 - vermelha do Metrô de São Paulo. Nos últimos dias de março, a linha de metrô que liga Barra Funda a Itaquera e que é a mais lotada do sistema enfim ganhou trens modernos e com ar condicionado (maiores informações no post de abril, clicando aqui .
Entretanto, na segunda-feira, dia 2 de agosto, eles foram tirados de circulação. De acordo com informações do Jornal da Tarde de quarta, 4 de agosto, houve problemas em um equipamento chamado de barra de torção, que auxilia o trem a fazer curvas, proporcionando estabilidade. Ou seja, ao fazer a curva, os carros (popularmente conhecido como vagões, mas vagões transportam cargas) do trem se inclinam, mas depois da curva voltam à posição normal graças à barra de torção. Com o defeito ocorrido, os carros do trem H61 (o 3° novo) permaneceram inclinados, fazendo com que a parte lateral da composição atingisse a plataforma ao entrar na estação Sé. De acordo com o Metrô, não houve risco aos usuários. Mas os trens tiveram que ser retirados para que o problema fosse solucionado.
Na quarta passada, dia 11, os trens enfim voltaram a funcionar, para alívio daqueles que se expremem nos trens paulistanos nos horários de pico.
1 de ago. de 2010
Jornalismo e a novela do diploma
No dia 17 de junho de 2009, o Supremo Federal Tribunal derrubou a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista no Brasil. Lembro que fiquei sabendo da notícia na manhã seguinte, antes mesmo de amanhecer, em mais um dia cansativo rumo ao cursinho. Aquela notícia não mudaria meus objetivos em relação à profissão: se estava dedicando um ano inteiro de estudo para vestibulares, não era por brincadeira, e sim para ingressar num curso de jornalismo que fosse de qualidade elevada. A notícia da ''queda'' do diploma se espalhou e foi o destaque do dia nos veículos de notícias.
Porém, agora em julho de 2010, um grande passo contra a medida foi dado. Foi criada uma PEC, Proposta de Emenda Constitucional, na Câmara, para reestabelecer a exigência do diploma. No último dia 14, a comissão da Câmara que tratou do assunto aprovou por unanimidade a proposta. Agora, o projeto vai ao plenário para ser debatido e, caso seja aprovado, enfim segue rumo ao Senado. (Maiores informações podem ser encontradas no site da FENAJ, a Federação Nacional dos Jornalistas: http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=3128 )
Não é de hoje que grandes empresas na área da comunicação têm contratado pessoas que, muitas vezes, não têm a menor habilidade para redigir adequadamente um texto e que sequer pisaram em uma redação ou em uma universidade antes. Por isso, não é de se estranhar que, para conseguir as informações sobre a PEC, é necessário recorrer ou à Fenaj ou vasculhar mecanismos de buscas dos sites de notícias, pois a notícia passou despercebida pela mídia e certamente foram pouquíssimas as pessoas que tiveram conhecimento dessa informação.
Quanto ao diploma, existem universidades que, infelizmente, só se interessam pelo número de alunos matriculados no curso, e não oferecem um ensino adequado. São incontáveis as notícias que saem têm erros absurdos, seja gramaticais ou mesmo de postura do jornalista em relação ao fato noticiado (pequenos erros gramaticais são até possíveis de compreender, visto que hoje em dia o jornalismo está banalizado e o profissional precisa escrever uma quantidade infinita de texto no menor tempo possível, especialmente na era da internet), o que deixa transparecer a baixa qualidade de muitos cursos de comunicação oferecidos pelo país. Sem diploma, a tendência é piorar a situação, sem falar na remuneração do jornalista, que já é baixa e cairia ainda mais.
Como estudante de jornalismo, sou absolutamente a favor da obrigatoriedade de uma formação universitária para a profissão. Jornalismo não é pegar um teclado e digitar besteiras para formar um texto, como temos visto por aí. Ele atinge uma parcela cada vez maior da população, exige responsabilidade em todos os passos, desde a apuração do fato ocorrido até como ele será contado para as pessoas. Dedicar quatro anos ao estudo da profissão é, acima de tudo, uma questão de ética e compromisso com o jornalismo e com a sociedade.
21 de jul. de 2010
Na terra do tango: Do avião (parte 3/3)
E nesta última parte, recordo as viagens de avião feitas no período da viagem. Foram quatro, eu gosto muito de andar de avião (certa vez li alguém que escreveu que ''barulho de avião é música para os meus ouvidos'' e me identifiquei), mas o momento pré-voo era muito cansativo. Três dos quatro voos foram logo no início da manhã, e como éramos dezenas de pessoas, tínhamos que sair ainda no começo da madrugada com as malas dos hotéis, entrar nos ônibus, pegar a mala no ônibus, esperar a abertura do check-in, fazer o check-in e esperar pelo voo (que às vezes atrasava, felizmente não mais do que 45 minutos). Depois de chegar ao destino, esperar as malas, ir pro ônibus, pegar as malas, subir para o hotel e por aí vai. Como gosto de aeroportos, não me importava muito, ainda mais porque em três dos quatro voos fui na janelinha (o único que não foi o São Paulo-Buenos Aires, portanto não há fotos desse voo) e pude apreciar as belas paisagens. Compartilho, a seguir, algumas das melhores fotos tiradas por mim pela janelinhas dos aviões da Aerolíneas Argentinas. Está fora da ordem cronológica propositalmente, porque resolvi deixar o melhor para o final.
Primeiramente, as fotos do voo realizado no dia 13 de julho de 2008, um domingo. Saímos de Buenos Aires ainda no amanhecer, por volta de 8h, e chegamos em Bariloche por volta das 9h40. As duas fotos abaixo são da chegada em Bariloche:
16 de jul. de 2010
Na terra do tango: Bariloche (parte 2/3)
Neve no alto das montanhas, Lago Nahuel Huapi à direita e eu desaparecendo no meio da roupa
Sonho realizado. E que frio nas costas!
Vista do hotel e dá-lhe neve caindo!
Nos outros dias, o tempo abriu (e as noites se tornaram mais geladas, fez até 5 graus abaixo de zero) e fomos duas vezes ao Cerro Catedral. O principal centro de esqui da Argentina e mais completo da América Latina conta com mais de 120km de pistas e 39 meios de elevação e estava cheio em ambos os dias. As imagens são indescritíveis, especialmente as em que as árvores, sem aparecem cobertas por neve, dando uma tonalidade cinza. Só olhando mesmo para ter uma noção da beleza:
Árvores cobertas por neve, paisagem de tirar o fôlego
Lago Nahuel Huapi, visto do Cerro Otto, no fim de tarde
Em um dia ensolarado
Essa foi poucas horas depois que nevou na cidade. Ventava tanto, que frio só de lembrar!
11 de jul. de 2010
Na terra do tango: Buenos Aires (parte 1/3)
Era uma madrugada fria e de névoa do dia 11 de julho de 2008, uma sexta-feira, há exatos dois anos, quando meu despertador tocava às 2h30. Boa parte de São Paulo ainda ia dormir, enquanto eu acordava, para ir rumo ao voo AR1241 das 7h35, da Aerolíneas Argentinas, que me esperava. Era o começo de dez dias inesquecíveis, a tão aguardada viagem de formatura e a realização de dois sonhos: o da viagem internacional e, o maior deles, o de ver neve.
Ainda era meio da manhã quando pousamos no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires. As palavras em castelhano com aquele jeito rápido dos portenhos de falar dava um nó na cabeça (mas logo aprenderíamos o básico, gracias, permiso... e nos viramos muitas vezes usando a mímica). A cidade estava nublada, cinza. Ainda no caminho para o hotel, o Congresso Nacional da Argentina. Mais tarde, a primeira refeição na terra do tango, almoçamos em um Mc Donalds próximo ao hotel e naquela tarde iríamos conhecer o agradável e nobre bairro da Recoleta. É lá que se localiza o cemitério mais famoso da Argentina, onde várias personalidades do país estão enterradas, inclusive Evita Perón. Uma praça calma, em pleno centro da capital argentina, com as pessoas elegantes passeando e uma bela igreja.
