22 de dez. de 2013

2013: o ano interminável

Quero começar o ano na praia de novo
Foto: Fábio De Nittis

O blog está abandonado, a periodicidade de posts passou longe e nem sei se ele vai continuar (mas vou voltar a escrever, mas provavelmente em um blog mais direcionado para um tema). Mas todo fim de ano gosto de escrever sobre o ano e compartilhar, ainda que seja algo tão meu. Porque a retrospectiva dos 20 melhores momentos do ano no Facebook é insuficiente, escrever me ajuda a organizar pensamentos e publicar... ah, eu quero e pronto.

Sabe aquela sensação de que o ano voou e "esses dias mesmo a gente estava comemorando o Réveillon passado"? Pra mim foi tudo o que NÃO aconteceu. Pela primeira vez na vida, achei que um ano passou lentamente. Ando dizendo que o ano levou cinco anos para passar. Acho que foi a expectativa para o futuro e uma quantidade infinita de coisas que aconteceram que fizeram com que 2013 se arrastasse. E isso não significa que o ano foi ruim, não. Pelo contrário, aliás. Foi um ano bom, embora muitas vezes tenha me testado a paciência.

Analisando mês a mês, lembro do Réveillon a beira mar, pulando sete ondinhas, agradecendo aos céus pelo ano passado ter sido ótimo. Entrei 2013 esperando um ano mais do mesmo, mas que ia me requerer mais paciência e que ia terminar com choque de realidade. Os dias seguintes foram meio turbulentos, mas deram espaço a um janeiro muito divertido, com muitas festas, viagem para a praia, novas amizades.

Fevereiro seguiu no ritmo leve de janeiro e ainda trouxe o Carnaval. Como paguei a língua para tudo que dizia nessa vida, logo eu, que não gostava de Carnaval, pulei de bloco em bloco e levei a folia no coração pro resto do ano. Sorte que março já já está aí trazendo mais Vila Madalena.

Março trouxe a parte séria do ano. Deste mês até maio continuei me divertindo, mas o dia a dia se tornou muito pesado, problemas frequentes e uma necessidade sem fim de encerrar dois importantes ciclos da vida. Em maio, para vocês terem uma ideia, eu já queria que o ano chegasse ao fim. Foram meses meio descompensados: sobrou muito peso de responsabilidade, que não consegui equilibrar com as coisas que gosto de fazer. Sobrevivi.

Junho seguiu igual, mas trouxe respiros, voltei a viajar com amigos num fim de semana, por exemplo. Ao olhar pra junho, também sinto orgulho ao lembrar das manifestações. Vocês sabem que amo a Argentina e sempre fui fã de como eles protestam pelas coisas, e foi uma honra participar das manifestações antes de elas se tornarem "coxinha", no dia que a coisa estava pesada mesmo. A tarifa voltou para os R$ 3, mas pelo visto eram só pelos vinte centavos mesmo.

Julho trouxe férias da faculdade e me livrei da miopia. E, apesar de parecer bobagem, citei isso aqui porque que praticidade voltar a enxergar sem lentes nem óculos. Agosto veio de volta com as obrigações e foi o mês mais lento do ano. Mas em agosto fiz as malas, comprei passagens, me mandei pro Rio sozinho, encontrei amigos lá e foi sensacional.

Alô Rio, tô voltando - Foto: Fábio De Nittis

De setembro a novembro costumo viver o melhor período do ano. Não me perguntem o motivo, mas com certeza tem a ver com os trânsitos astrológicos (jamais subestimem o poder dos astros, sério). Em 2013 este período se saiu novamente muito bem. Por mais cansativa que estivesse a reta final do TCC, setembro e outubro trouxeram experiências novas, muitos sorrisos no rosto, muitas histórias para levar pro resto da vida. Deixou saudade.

Novembro me fez começar a desacelerar, dezembro trouxe um pouco de paz e a satisfação de abrir o histórico escolar da faculdade e aparecer a palavra "formado" no lugar de "cursando". Nestes dois meses tive tempo de planejar um começo de 2014 bem bacana e diferente de qualquer começo de ano. Acho que mereço.

E voltando à história de cinco anos em um, a sensação de que o ano foi longo também faz eu sentir que 2013 foi o ano que mais acertei, o ano que mais errei, que mais precisei tomar decisões - de pequenas a grandes -, que mais me diverti, que mais transbordei amor, que mais briguei, que mais me irritei, talvez que mais tenha decepcionado às pessoas, que mais fiz amigos, que mais tive que ter paciência, que mais estive convicto das minhas decisões, que mais pensei "gente, que que eu tô fazendo aqui?", que mais amadureci, embora as minhas redes sociais possam apontar o contrário (apenas adotei a ideia de que as redes sociais não devem ser levadas tão a sério, gente) e por aí vai. O ano que eu achei que seria apenas uma pontezinha entre o ano passado e o próximo foi o mais agitado da minha vida.

Chego aos últimos dias de 2013 não me surpreendendo se aparecerem novidades. Para vocês terem uma ideia, esta semana operei de pedra no rim e agora, em meio às festas, estou resolvendo burocracias, o que dá a sensação de que só vai dar pra encerrar o ano quando ele realmente trouxer a queima de fogos. E por falar em fogos, ainda preciso ver o que fazer no Réveillon.

E 2014? Eu não sei. Tinha planejado a vida até aqui. Agora consegui deixar tudo acertadinho até março. Depois disso, me jogo no mundo consciente do quanto precisarei amadurecer, das dificuldades que enfrentarei, mas também com as expectativas mais positivas possíveis, sem saber exatamente em relação a que. Só sei que entro 2014 com uma frase, cujo autor não sei quem é, em mente: "A vida começa onde termina a zona de conforto". VAMBORA. Um Natal de muita paz a todos e um 2014 incrível!

17 de fev. de 2013

Acabou a folia

A foto tremeu, mas assim estava o bloco Vai Quem Quer, no sábado, na
Vila Madalena - Foto: Fábio De Nittis

Desde criança sempre sonhei em morar fora do país. Os anos passaram, o sonho continua, só mudou o destino. Mas outra coisa também mudou: minha visão em relação ao Brasil. Explico: sabe aquele tipo de pessoa muito chata e crítica em relação a tudo do país? Eu era assim. Sempre amei São Paulo, mas como não gostava do Brasil, tudo dos outros era melhor. Aquela velha história de achar que a grama do vizinho é sempre mais verde. Que os Estados Unidos isso, que a Europa aquilo... Sono.

Os anos passaram e eu, felizmente, mudei. Hoje em dia continuo querendo mudar de ares, mas gosto bastante daqui. E nos últimos tempos comecei a viver a vida com mais leveza, aproveitando mais o que me é disponibilizado. Esta fase começou mais ou menos com a faculdade. Percebi que, na realidade, o que eu mais criticava era o que eu mais passei a me identificar, que eram as coisas mais populares, tipo festas abafadas e lotadas, músicas populares e dançantes e por aí vai.

Também não gostava de praia, mas viajei pro Rio em 2011 e foi uma maravilha. Voltar a colocar o pé no mar na virada do ano e em janeiro, no litoral paulista, foi uma benção. O calor, uma coisa tão a cara do Brasil e principal alvo das minhas reclamações, continua sendo motivo de queixa. Mas, se a temperatura está nos 30 graus, de nada vai adiantar só reclamar, então tento aproveitar para passear, tomar sorvete ou mesmo só para usar óculos escuros, que sempre deixam todo mundo mais bonito.

E aí sobrou o Carnaval. A data já foi alvo de muitas críticas da minha parte, mas depois passei a simplesmente ignorá-lo. Agora em 2013 me convidaram para blocos de rua e, como ando aceitando sair toda hora, resolvi ir, ainda com aquela mentalidade de: "será que vou gostar?" "mas Carnaval? Em São Paulo? Será que é legal?".

Timidamente passei por um bloco na rua Augusta, numa noite de sexta-feira, após um fim de tarde que parecia o fim do mundo, de tanto que choveu. No dia seguinte, Vila Madalena. E pra lá fui durante três dias consecutivos. Muita folia, dança no bloco e fora dele, risadas, boas companhias, adereços carnavalescos, algumas pancadas de chuva na cabeça, histórias para levar para a vida. Ontem de novo mais um bloco, pra encerrar de vez o Carnaval. O saldo, além de tudo isso acima, foi também bolha nos dedões do pé, bastante dor nas pernas, muito cansaço, mas a sensação que tudo valeu a pena. E legal foi constatar que São Paulo não é túmulo do samba coisa nenhuma. Os blocos estão voltando com força, a população está descobrindo o Carnaval paulistano e a prefeitura, pelo que li, está prometendo mais apoio nos próximos anos.

E este post é pra dizer que estou com saudade desde já. Ainda mais neste dia que dá a sensação de que o ano vai começar pra valer, em um domingo em que o querido horário de verão se encerrou e a noite já chegou pouco depois das 19h em São Paulo, um domingo que põe ponto final às férias da faculdade e ao Carnaval. Mas ano que vem tem mais :)

6 de jan. de 2013

Aos 22

22 ou, como dizem os mais velhos, "dois patinhos na lagoa". Péssima, eu sei.


O tempo passa rápido. Vamos arrancando loucamente as folhinhas do calendário sem nos dar conta e de repente é janeiro e meu aniversário. Bom, pra ser sincero eu nunca liguei muito pra data. Quem faz aniversário perto das festas de fim de ano sabe que, desde criança, é um inferno pra fazer uma festa, organizar evento social. Todo mundo viajando ou sem grana pós gastança de fim de ano. E depois dos 18 a data começou a me incomodar, porque começa a ficar chato ir ficando velho, né. Dá aquela sensação de que a vida está passando rápido demais.

Mas o fato de completar anos nesta época perto da virada faz com que eu pare pra refletir um pouco. E vejo que eu mudei muito ao longo destes 22 anos de existência. Especialmente nos últimos cinco, seis anos. Porque a idade traz fios brancos, mas felizmente também faz a gente evoluir. Cada dia que passa, somos nós mesmo, tanto exteriormente quanto interiormente.

Dou um exemplo: o visual. Quase todo mundo tem vergonha alheia de si mesmo quando olha fotos de antigamente e tenta escondê-las. Nos últimos anos mudei de cabelo várias vezes (ok, tá sempre ruim, é uma luta eterna, mas uma hora me acerto), fui evoluindo nos modelos de óculos até abandoná-los. As roupas também foram mudando e espero um dia ter dinheiro suficiente para me vestir do jeito que quero. Ainda também vou ter o peso que eu quero, nem que seja no verão 2113.

Ao longo dos 22 anos eu mudei muito meu jeito de pensar. Mudei conceitos, sonhos, ideais. Deixei de ser muito conservador para uma série de coisas pra ver a vida muito mais tranquilamente e de mente aberta. Aprendi a me entender melhor, talvez a entender melhor os outros também. Aos 22 a gente é muito mais a gente, não liga tanto para que os outros pensam ou deixam de pensar.  Nosso autoconhecimento e até nossa autoestima são maiores e nossa insegurança ainda é presente, mas não chega aos pés do que já foi, porque confiamos mais na gente. Chego aos 22 tendo orgulho do que conquistei até agora, de quem eu sou. Cada dia que passa sou mais Fábio.

E o caminho já percorrido da estrada da vida vai ficando maior. Nesta idade a gente já viu muita coisa da vida (ainda que pouco em relação ao que reste), adquiriu muita experiência. Posso dizer que, aos 22 anos, graças a Deus eu nunca passei por grandes dificuldades, mas as pequenas pauladas e os novos desafios da vida me fizeram crescer. Também ajudaram a ter jogo de cintura, uma característica que acredito que seja essencial. Fazer malabarismo para manter todas as áreas da vida em ordem, ter jogo de cintura pra se livrar de situação chata, pra seguir em frente. Ficamos mais malandros, no sentido de saber analisar melhor o que é o ideal pra gente. Somos menos enganados que quando mais novos, temos intuição mais aguçada, sabemos nos fingir de bobos quando necessário, temos mais responsabilidade, etc., etc., etc. Enfim, sabemos jogar melhor esse tal jogo da vida.

Aos 22 anos estamos constantemente diante de escolhas, pequenas e grandes e que, diferentemente da infância, são tomadas por nós. Deixamos de viver algumas coisas para viver outras, e jamais vamos ter certeza absoluta que fizemos as escolhas certas. Fechamos ciclos e, infelizmente, também deixamos muita gente especial para trás. Mas a vida é dinâmica e entra gente nova, também especial, gente que muda sua vida pra melhor, fazemos novos amigos nos novos ambientes e isso inclui a internet, que nos permite ter amigos até de outros países (RAFA, eso es para vos jajajaja). Por falar em novos ambientes, quantas mudanças. Colégio, cursinho, faculdade, um emprego, outro emprego, cursos, viagens, etc.

Prestes aos 22 anos digo que estou em constante evolução. Sou uma metamorfose, ao mesmo tempo que sou firme ao que penso e tenho muito bem definido o que quero para a minha vida, porque nessa idade já aprendemos a ser mais decididos. E agora preciso de um gás nesta evolução, porque a vida me impõe esta necessidade. Que eu tenha capacidade para seguir em frente :)

16 de dez. de 2012

Obrigado, 2012

Ilustrei esse post assim porque vai que traz dinheiro pra mim e pra vocês, né?
Não custa nada tentar!

Mais um ano que passa e mais um ano que faço um textinho sobre o que passei no ano. Sei lá, é pessoal, pode não interessar, mas gosto de publicar no blog. Antes eu fazia e apagava, mas agora fica aqui, para que eu possa ler no final do ano e ver se as expectativas foram concretizadas ou não.

E no final de 2011 eu fiz este post aqui rasgando elogios ao ano passado e um pouco sem expectativas para 2012, embora otimista. Como escrevi, estava mais interessado em 2014, esperando que 2012 (e 2013 também) fosse mais do mesmo. Não esperava novidades, ia empurrar o ano com a barriga, e talvez por isso 2012 tenha sido um dos anos mais surpreendentes da minha vida. Continuo, felizmente, vivendo uma sequência de anos excelentes.

Vamos começar pelo que foi ruim, porque foi curto e escrevo em um parágrafo: minha saúde anda capenga. Nada grave, mas tive e continuo tendo pequenos problemas desde o começo do ano, tipo perder 4 kg em um mês por virose (quilos estes que me fazem falta e não consegui recuperar todos), ter tido várias gripes fortes, ataques de rinite frequentes, dores de estômago, duas estafas, umas enxaquecas terríveis, febres estranhas, conjuntivite nos dois olhos, o cristalino do olho riscado, umas crises de ansiedade, etc. Enfim, esta situação toda continua acontecendo e acho bom parar, caso contrário já já vou conseguir a prefeitura dos hospitais da região no Foursquare. Também passei pela perda de uma cadelinha que se foi com 2 anos e meio de vida, poucas horas antes de eu viver um dos melhores momentos do ano.

Em 2012 não fiz grandes mudanças na minha vida. Continuei trabalhando no mesmo lugar, no mesmo esquema home office, fiz mais um ano da faculdade. E o ano ia de fato seguindo a linha "mais do mesmo" até abril.

Eis que que descobri que, apesar de ser capricorniano e gostar de rotina e estabilidade, precisava de algumas coisas diferentes de vez em quando. Foi quando vida deu um empurrãozinho e no meio do ano estava lá eu pela terceira vez indo para Buenos Aires, tendo aquela sensação maravilhosa de chegar a Ezeiza e sentir que estava chegando em casa. Desta vez foi mais especial, porque, como relatei neste post de julho, foi para fazer um curso. Así que foi tudo pago por mim, o que significava que eu decidia se pulava refeições para economizar dinheiro ou se me daria um jantar de R$ 50 sem reclamar, que eu estava sozinho, o que me permitia viver a cidade como morador/trabalhador de lá, que eu podia ir pra onde eu quisesse a hora que eu quisesse. Tudo isso na cidade que quero que seja o cenário da minha vida. Sem falar que estava o maior frio, tipo 0 grau de manhã e 7 de tarde em alguns dias, o que é um alívio para quem gosta de frio, mas mora no clima tropical.

Depois voltei muito triste, não nego, mas a vida me reservou mais surpresas. Participei de um projeto muito interessante que pode me render ainda mais novas experiências no futuro. E, quem diria, até as coisas mais empacadas da minha vida pessoal deram certo. E ainda teve boatos que eu estava na pior, hein?

Isso significa que, embora eu tenha curtido menos balada em 2012, eu aprendi, neste ano, a viver mais intensamente o presente. A cabeça permanece no futuro boa parte do tempo, mas todas as chances do presente estão sendo aproveitadas. Aprendi a não desperdiçar um minuto que pode ser bom. Vi, por exemplo, que deitar por três horas nas esteiras do Centro Cultural, olhando para uma árvore, ouvindo música e sem pensar em nada pode ser uma excelente forma de aproveitar a vida. Aprendi a aproveitar mais as companhias, os bons momentos, a reparar nos detalhes, nos sorrisos. A ver mais cor no presente. Também estou aprendendo, lentamente e pela saúde, a viver de um jeito menos preocupado e menos corrido.

2012 foi milagroso, trouxe coisas inesperadas e me ensinou que, VÉI, a gente precisa ser sempre otimista, acreditar que a gente pode e confiar mais em nós mesmo. As coisas se ajeitam como têm que ser e na hora que têm que ser. Clichê, mas verdade. E 2012 não acabou. Tem 15 dias pela frente, e serão certamente 15 dias surpreendentes. Ou de repente são só 5 dias, né, Maias? O bom é que, se o mundo realmente acabasse, eu iria embora feliz, feliz  :)

Deixando o momento autoajuda Zíbia Gasparetto de lado (nada contra, acho ótimo, como diria Leila Lopes), aí vem 2013. E será que estou preparado? 2013 tem último ano de faculdade, tem TCC. Tem planejamento da vida pós-faculdade. Tem a duríssima decisão de ver o que fica, o que vai. Tenho que me tornar independente, maduro, adulto, ser mais equilibrado. E tudo isso rapidamente, apenas ao longo do ano que em pouco mais de duas semanas. Mas são desafios bons e a vida precisa deles, senão caio numa angústia de marasmo, que espero nunca cair na minha vida. 2013 tem tudo para ser um ano excelente. E vai ser :D

Que venha 2013. E que seja um ano maravilhoso para todos nós, com muita saúde, paz e o máximo de sucesso e realizações. Feliz Ano Novo :D

22 de jul. de 2012

Fora da internet

Itapevi e zona leste em Buenos Aires

O blog está abandonado, eu sei. Às vezes o motivo é falta de tempo para escrever. Às vezes escrevo, não tenho tempo de terminar, o post perde a validade e tenho que excluir. Tem hora que tenho tempo, mas quero descansar a cabeça longe do monitor e do teclado e não fazer nada. Também tem o fato de agora eu ficar mais em casa, o que me faz ter menos ideias.

E nestes seis meses sem escrever, quase tudo continua igual. Continuo trabalhando no mesmo lugar, fazendo faculdade, reclamando de cansaço e tudo mais. Desta vez tive um semestre acompanhado por duas gripes, duas viroses, dores de estômago, enxaquecas, problemas de rinite e estafas. Mas, dramas à parte, também tenho aproveitado a vida, com uma balada aqui, um barzinho ali, um outro evento social acolá e... uma viagem!

No meio deste ano recebi um e-mail que me trazia a oportunidade de visitar Buenos Aires pela terceira vez, para fazer uma espécie de curso. Foi uma oportunidade que veio do nada e numa hora que eu tinha dinheiro para aproveitar (raro quando as coisas se encaixam direito, né?). Em meio à correria de época de provas consegui folga no serviço, corri atrás das coisas da viagem e embarquei.

Bom, sobre a viagem eu postarei no Celeste e Branco, um blog que eu criei para relatar a viagem do ano passado, que acabou ficando meio de lado também, mas que pretendo retomar. Mas resumindo: o curso propunha que tivéssemos a rotina de um correspondente internacional. Então foram oito dias indo a palestras, conhecendo muitos lugares, visitando jornais, falando com jornalistas, tendo encontros com correspondentes e tudo mais. Como tínhamos que produzir uma matéria, tive que me virar na cidade, andei sozinho de ônibus, metrô, pelas ruas, conversei com as pessoas e fiz várias entrevistas em espanhol. Optei por fazer sobre locais peronistas de Buenos Aires e o resultado está aqui. (obs: tem umas coisinhas pra arrumar. Relevem, o texto foi terminado às 5h da madrugada)

Mas no intervalo entre palestras, entrevistas e compromissos, também nos divertimos bastante. Saímos, fomos pra balada, tivemos histórias engraçadas e tudo mais. Também fiz amizades e encontrei gente bacana.  Um destes encontros foi com a Ana Manfrinatto, que tem o blog Nos Ares. Eu sempre comento lá e tal, afinal é um blog sobre Buenos Aires [ironia mode on] e eu quase não tenho interesse em saber sobre a cidade, né? [ironia off].

E aí que eu estava na Argentina, eu e ela começamos a conversar no Twitter e ela propôs de nos encontrarmos. Eu achei a ideia super legal! Acho interessante esse negócio de encontrar gente que eu conheci na internet, sabe? Sei lá, isso torna as pessoas mais... humanas. O maior exemplo que eu dou disso é meu amigo Breno, do Rio. Conversamos desde 2005 pelo MSN após nos conhecermos em um fórum de meteorologia, um dos meus passatempos (OBRIGADO BRENO - piada interna). E em novembro de 2011, quando estive no Rio, pude enfim conhecê-lo e ver que ele existe em carne e osso, que não é um robô respondendo minhas mensagens no computador. A gente sempre foi muito amigo, mas a internet sempre causa estes distanciamentos estranhos, né? E o encontro saiu como o esperado: foi fantástico!

Mas, voltando à Ana, marcamos de nos ver um dia em San Telmo. O encontro rolou, rendeu um post no blog dela e por isso resolvi fazer este post, contando as minhas impressões sobre aquela noite. Vamos lá:

Estávamos combinando dias e horários, até que marcamos para um fim da tarde. Quando vi a mensagem dela, faltava uma hora pro encontro. Voei para o hotel, praticamente me teletransportei pro ponto de ônibus e peguei o colectivo 152, que me levava pra tudo quanto é lado naquela cidade. Só pra não perder o costume, passei nervoso em relação ao tempo, mas esqueci que Buenos Aires não é caótica como São Paulo e te permite planejar horário de chegada nos lugares com certa precisão, a não ser que haja protestos. Por sorte não havia nenhum no caminho naquele dia.

Desci num ponto com um colega de curso, que foi para um lado. Fui para o outro, sozinho, com a deliciosa sensação de me sentir um morador da cidade. Cheguei ao local, entrei discretamente. Olhava a decoração enquanto rapidamente decidia como agir, onde sentar e tal, já que eu detesto parecer estrangeiro em Buenos Aires. Por sorte, imediatamente depois chegou a Ana. Estávamos super exaustos, mas ainda assim deu pra perceber o quanto ela é gente fina :) Essa impressão a gente já tem ao ler o blog dela, mas tive o prazer de confirmar pessoalmente.

E aí conversamos sobre diversos assuntos. Disparei a falar, contando o que eu estava fazendo lá, meus planos para o futuro em relação à Argentina, esclareci dúvidas, perguntei da cidade, do governo, etc. E ela foi super simpática e atenciosa, me contou como foi parar lá, conversamos sobre jornalismo e tudo mais. Fiquei super contente em ouvir o que ela falava. Motiva a seguir com os sonhos e acalma porque mostra que tudo tem o seu tempo. É uma lição pra mim, que tenho mania de querer tudo para ontem e de querer me enfiar na tal máquina do tempo para tentar viajar pra um tempo que considero melhor, embora eu não deixe de viver o hoje.

Ela me deixou sem graça porque pagou o nosso encontro (o de São Paulo eu banco e tenho dito), que teve bebidas e pipoca, mas me deixou ainda mais feliz porque me apresentou o fernet com Coca. É uma bebida típica da Argentina que eu gostei muito, que me fez perder investir adequadamente vários pesos no drink nos dias que se sucederam, que apresentei pros colegas de curso e fiz propaganda pro pessoal do Brasil. No fim ainda ganhei um vale-bebida do local onde estávamos,. Acabei não usando, mas ele foi pra minha "gaveta das boas lembranças", onde guardo lembranças materiais de viagens especiais. Tiramos a foto que ilustra este post e nos despedimos. Suerte foi a última palavra que dissemos naquela fria noite, antes de ela ir pra casa e eu ir fazer reportagem, jantar, pegar ônibus e ficar zanzando por aquela cidade tão querida sozinho, eu e meus fones de ouvido tocando Tan Biónica, uma banda local.

Bom, falei de mil coisas, mas o post foi para contar minhas impressões sobre o encontro, para agradecer a Ana pelo tempo precioso destinado para conversar comigo num dia tão cansativo e para agradecer a internet por ter encurtado distâncias e ter me permitido conhecer tanta gente bacana :)

25 de jan. de 2012

São Paulo, 458 anos



PARABÉNS, SÃO PAULO!!!

Hoje é um dia muito especial aqui em São Paulo. É feriado pelo aniversário da cidade, de 458 anos. E embora eu tenha passado o dia de cama, não poderia deixar de dar meus parabéns à cidade publicamente. Então, PARABÉNS, SÃO PAULO! Tenho o maior orgulho de viver no centro econômico de um país que surpreende o mundo, que vai vencendo a crise. Orgulho de viver nesta cidade que dá a milhões de pessoas a oportunidade de crescer, de prosperar. Muito sucesso, São Paulo!

Aproveitando que este ano é ano eleitoral, desejo para a capital paulista que o próximo prefeito tenha um carinho especial pela cidade, não aumente a tarifa do ônibus em R$ 0,70 em apenas dois anos, saiba resolver inteligentemente a questão da Cracolândia e tenha a humildade de se dar nota menor que 10 quando a administração não vai bem. Afinal, governo nota 10 não existe, e, se existisse, não levaria ovada ;)

E vou terminar da forma mais clichê possível: com duas músicas que me vêm à mente quando penso na capital paulista. A primeira é "Trem das Onze", do Adoniran Barbosa e a segunda é "Sampa", do Caetano Veloso. Aliás, o segundo vídeo alterna imagens de várias partes da cidade. Lindo!




26 de dez. de 2011

FELIZ 2012!!!


Não é a Av. Paulista, mas minha zona leste tem fogos no Réveillon também, tá?
Foto: Fábio De Nittis


Eis que dezembro chegou, eu continuei trabalhando, o tempo foi passando e de repente era ontem. Fim de tarde do dia 24, Natal e, como sempre, aquela sensação de que o ano voou. Ao mesmo tempo em que tenho a sensação de que o ano voou, também parece que vivi uns cinco anos em um, de tanta coisa que aconteceu, uma atrás da outra, sem dar tempo nem de respirar. Agora o meu 2011 “bipolar” está chegando ao fim. E quando digo ano “bipolar” não quero dizer que foi um ano de coisas muito boas e muito ruins. Felizmente, foi mais um ano excelente pra mim, como têm sido os últimos.
Mas foi um ano de coisas muito opostas acontecendo. Só para dar alguns exemplos, iniciei este ano trabalhando perto de casa, para depois trabalhar a 35km daqui e depois trabalhar a maior parte do tempo em esquema home office. 2011 foi o ano que tinha hora que eu queria que voasse, e que tinha hora que eu queria que passasse devagar, para ser aproveitado ainda mais, já que estava sendo um ano tão bom. Foi o ano que eu mais trabalhei e dediquei horas para os compromissos diários (e por isso às vezes passei semanas a fio sem postar aqui), mas foi o ano que mais tirei horas para me divertir. Em 2011 eu senti muito sono e preguiça, mas também foi o ano em que mais tive garra para lutar e seguir em frente. Neste ano eu passava boa parte do dia sozinho, mas estava sempre rodeado por muita gente. Fui muito mão de vaca, a ponto de escolher lanche mais barato por questão de centavos, mas também gastei dinheiro com coisas que me fazem feliz e até dei presente no aniversário do meu irmão.
Neste ano, pude viajar e matar a saudade de Buenos Aires e, quando eu achava que o ano não podia surpreender mais, fiz minha primeira viagem totalmente paga por mim, para o Rio de Janeiro. Tive oportunidade de fazer umas mudanças que eu queria e consegui. Também tive oportunidade de aproveitar coisas que sempre quis, mas, de última hora, joguei tudo para o alto e não me arrependi. Consegui, a duras penas, chegar à metade da faculdade. Terminei também meu curso de espanhol.
Em 2011 vivi experiências bacanas, diferentes, conheci bastante gente, me diverti com estrangeiros, ri bastante, dancei várias noites até depois do amanhecer. Tantos acontecimentos que eu nem imaginei que caberiam em 365 dias e que também não cabem nas linhas deste post desorganizado. Mas o que importa é que compri a missão do ano, que é a mesma sempre: fui feliz!
Agora vem chegando 2012. Vou confessar que não estou com a mesma empolgação que nos últimos anos, porque gostaria que os fogos da próxima noite de sábado estivessem anunciando a chegada de 2014. De qualquer forma, ainda estou muito otimista e se 2012 for como os últimos anos (como parece que será), vai ser ótimo novamente.
Então, gostaria de aproveitar o post para desejar a todos um ótimo 2012. O mundo não vai acabar, não, então espero que todos tenham muita paz, saúde, união, felicidade, sucesso, realizações de sonhos - e é preciso acreditar neles, são eles que nos movem! - e força, sempre.
Ah! E otimismo! Afinal, (vou até destacar agora) um ano que começa na virada de sábado para domingo só pode trazer coisas boas, né? ;) Obrigado pelas visitas e comentários ao longo de 2011 e FELIZ 2012!!!

2 de dez. de 2011

Porque calor me lembra o Rio. E dá saudades!

Faltou sol neste dia. Mas sobrou beleza! - Foto: Fábio De Nittis

Sei que este blog anda muito cheio de assuntos pessoais. É verdade, como tenho andado menos por aí (especialmente agora com as benditas férias da faculdade), posts deste tipo serão mais frequentes por aqui.  Também sei que o que vou falar já faz tempo que ocorreu, mas não poderia deixar de comentar.
Desde junho, quando estava na correria, eu só queria um finzinho de semana viajando. Que fosse aqui do lado, no litoral. Eu estava precisando de uns dias olhando a paisagem, sem pensar em absolutamente nada. Eis que em outubro surgiu a oportunidade de ir para o Rio de Janeiro, ajudá-la em um projeto de auxiliar estudantes da Holanda a fazerem reportagens sobre o Brasil. Se fosse em outros tempos, eu me perguntaria: por que ir? Mas resolvi fazer diferente. Lembrei que passei a vida falando que devia ser bom ganhar dinheiro, ter as próprias coisas e tal, mas que o melhor investimento, o que daria mais satisfação, seria juntar dinheiro para viajar. Também me lembrei daquele papo do começo do ano de que 2011 na verdade seria dois mil e OUSE, e que às vezes é necessário ousar.
Eis que estava eu na sexta, último dia 11, no aeroporto, para quatro dias de viagem. Depois de três horas de sono (na madrugada eu ainda fazia trabalhos da faculdade e arrumava as coisas), estava lá, pronto para embarcar para a minha primeira viagem totalmente bancada por mim, o que é uma satisfação imensa. E foi uma das melhores coisas que fiz! Fiquei em um albergue voltado mais para estrangeiros, o que significava dividir quarto com gente de várias partes do mundo (alguns deles voltaríamos a ver semanas depois em São Paulo, até saímos juntos!), falar inglês o tempo todo e ficar confuso com pessoas falando em português.

Ajudar os holandeses também foi uma experiência incrível, porque as reportagens foram muito interessantes. Em uma delas, por exemplo, houve uma entrevista com uma líder de comunidade, seguida por uma visita a uma das favelas do Complexo do Alemão. Foi bacana ver que as obras do PAC não só levam coisas básicas, como saneamento básico e asfalto, mas também escolas e inclusive cinema em 3D. Pois é, cinema em 3D no Complexo do Alemão! Observei também o contraste entre um domingo de pessoas caminhando tranquilamente e vivendo a vida normalmente e um carro do exército passando, com militares com arma em punho. Impactante e triste, eu diria. No Rio estive em bairros nobres, em comunidades carentes, em locais turísticos e não turísticos, em locais divertidos, em locais pra lá de bizarros, andei de táxi, ônibus, metrô, no calçadão, na rua, na areia...


Copacabana deixou saudades - Foto: Fábio De Nittis

E também houve tempo para diversão. Quilômetros caminhados pela praia de Copacabana, bairro que dispensa apresentações e que me acolheu tão bem. Noites na Lapa. Fins de tarde comendo e bebendo alguma coisa nos quiosques de Copacabana, sentindo a brisa que aliviava um pouco o calor carioca. Também pude fazer um rápido city tour no último dia, guiado por um amigo do Rio (OBRIGADO BRENO) que eu conheço há seis anos pela internet, mas que ainda não tinha visto pessoalmente. Aliás, embora o Rio esteja aqui do lado, foi minha primeira vez na cidade. E, embora não tenha sido totalmente a lazer, não poderia deixar o Rio sem conhecer o Cristo, passeio imperdível. E de lá de cima se tem esta vista linda do Pão de Açúcar, que ilustra o post e que faz o trecho “o Rio de Janeiro continua lindo” fazer todo o sentido.
E nestes dias quentes do verão que se aproxima (hoje já fez 29 graus aqui em São Paulo), os fins de tarde na orla de Copacabana deixam saudades. E sabe aquela frase que diz que a saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena? Eu concordo plenamente. Valeu a pena! :)

16 de out. de 2011

Duas horinhas

Agosto, setembro e metade de outubro. Dois meses e meio se passaram desde meu último post no blog. Neste meio tempo tive várias ideias de post, mas nenhum texto escrito, embora alguns tenham até sido rascunhados. O motivo? O de sempre: a falta de tempo, é claro.

Aliás, desde o ano passado administrar o tempo tem sido complicado. O problema não é o desperdício de tempo, não. O problema é abrir a agenda, ver uns espacinhos livres e, sabe-se lá como, ocupá-los, sem nem se dar conta. Por causa disso, ano passado eu trabalhava o dia inteiro e aos sábados, e comecei a ter as raras enxaquecas que tenho. São raras, mas intensas: escurecem a vista, fazem as mãos ficarem geladas e formigarem, me impedem de pensar e soltar uma frase com nexo e fazer qualquer coisa. E o problema é que nem sempre dá pra deixar de cumprir compromissos. Em um dos dias de enxaqueca, por exemplo, tive que tomar quatro comprimidos para a dor amenizar e eu poder apresentar um seminário na faculdade.

E aí que chegou dezembro, tirei férias e, justamente por estas situações, prometi que em 2011 seria diferente. Ficou só na promessa. Entrou 2011 e comecei a trabalhar menos horas, mas muito mais longe, e as seis horas diárias de condução sugaram meu tempo ainda mais do que em 2010, algo que parecia impensável até então.

Felizmente, a situação mudou, porque recentemente comecei a trabalhar em casa quase todos os dias, o que me rende duas horas a mais de tempo livre. Não que duas horas tenham me feito ter todo o tempo do mundo (quem dera!), eliminado totalmente meu cansaço e coisas do tipo, mas me permitiram diminuir um pouco meu ritmo de vida e o estresse e o esgotamento do dia a dia. E percebi, mais do que nunca, o quanto a qualidade de vida é importante. O quanto é bom me estressar menos (ainda que eu seja calmo). O quanto é bom dar mais atenção à família. O quanto é bom ter... tempo! Tempo para dormir, tempo para fazer aquele álbum no Facebook que estou para fazer há meses (ok, isso ainda não fiz), tempo de diversificar a leitura, tempo de dormir mais umas horinhas, tempo de planejar com mais precisão o meu futuro, e, é claro, de postar no blog.

Bom, resumindo, este post é pra dizer que: primeiro, não tenho muitas metas de atualizações mensais do blog, mas peço desculpas pelo longo tempo de ausência. Pretendo atualizar com mais frequência a partir de agora. Segundo: fico muito agradecido pelos mais 4 mil cliques neste um ano e meio de blog. Não esperava tantas visitas e se tem uma coisa que jornalistas ou futuros jornalistas gostam é de serem lidos. Valeu mesmo! (Ah, e como estou na internet, conto com a vantagem que de meus textos não viram forro de gaiola de papagaio).  E terceiro: para convidá-los a ler o Celeste e Branco, o meu blog sobre Buenos Aires e sobre a Argentina. Pretendia ter começado este blog em fevereiro e cheguei até a escrever o post de boas-vindas na época, mas agora enfim poderei escrever sobre esta cidade encantadora, que tem ganhado o coração dos brasileiros e que, em breve (se tudo correr conforme o planejado), vai me ter como morador. Espero que gostem!

31 de jul. de 2011

O caos volta amanhã

No fim de junho eu fazia meus planos para as férias. Eram planos de dormir mais, de postar mais no blog, de dar mais atenção aos meus planos pessoais e tantos outros.

Bom, as pseudo-férias passaram e, de todos os planos, só coloquei em prática o de dormir mais. Agora chego ao último domingo de julho pensando que amanhã é agosto e voltam as aulas. Volto às minhas três a cinco horas de sono diárias. Volto a trocar as noites de descanso pelas noites prestando atenção às aulas. Voltam as reponsabilidades em relação às notas. Mas, como não só eu volto às aulas, volta também o caos no transporte público, com o aumento no número de pessoas transportadas diariamente.

Sim, de novo o transporte público. Posto bastante sobre o tema porque, como já comentei, passo seis horas por dia em ônibus, metrôs e, a partir de amanhã, trens também. E porque ao longo de maio e junho eu tirei algumas fotos de situações que me incomodam, para montar posts para o blog.

Quem convive comigo e não pega a linha vermelha do Metrô às vezes se surpreende com o que falo. Tem dia que levo 15 minutos para conseguir passar pela linha de bloqueios (erroneamente chamada de catraca) da estação. Para ilustrar o que eu digo, vejam a foto abaixo, do início de maio. É a fila para entrar no Metrô Carrão. É uma fila que se estende por toda a passarela que liga a estação em si até o local onde os ônibus param, do outro lado da Radial Leste.

Chegar à plataforma às vezes é uma luta - Foto: Fábio De Nittis

Passamos pela primeira etapa. É hora de chegar à plataforma. O problema é que o metrô já sai cheio de Itaquera. De Itaquera até a Sé são doze estações. Doze estações que devem receber, cada uma, entre dez e vinte linhas de ônibus lotados, de todos os bairros da zona leste. O metrô chega à estação Carrão completamente lotado, com pessoas amassadas na porta (na verdade, o metrô já passa assim várias estações antes). As plataformas vão lotando sem parar. Apesar de eu não ficar esperando trens do metrô mais vazios passarem e querer embarcar sempre o quanto antes, já cheguei a ficar 35 minutos na plataforma até embarcar. Ou alguém acha que é fácil entrar no metrô assim:



Plataforma às 8h da manhã, já no fim do horário de pico,
em maio - Foto: Fábio De Nittis


Ok, após a espera na plataforma, viagem no metrô apertado. Estaria tudo "bem" se do Carrão até a Sé levasse 13 minutos, como acontece fora do horário de pico. Nas horas mais lotadas do dia, os trens circulam colados uns aos outros e são frequentes as paradas entre estações para "aguardar a movimentação do trem a frente". Resultado? A viagem não dura menos de 25 minutos. Em dias mais caóticos, como dias de chuva, por exemplo, cchega a levar 40 minutos. Já vi levar 1h. 1h para percorrer apenas seis estações.

Descemos na Sé, que está sempre muito cheia. Em dias caóticos interditam a escada e desligam escadas rolantes, para diminuir a superlotação na plataforma de acesso à linha azul. Nisso, mais minutos consumidos. Já cheguei a levar quarenta minutos entre sair do trem do metrô da linha vermelha e entrar no trem da linha azul.

Levando mais ou menos tempo, o fato é que o caos está aí, em todas as linhas (inclusive nas linhas 4 - amarela e 5- lilás), seja metrô, trem ou ônibus. E, depois de um mês mais calmo devido às férias e à ausência de chuva nos horários de pico, o caos volta amanhã. Paciência e boa sorte a todos nós a partir de amanhã, tenho certeza que precisaremos.

26 de jun. de 2011

São Paulo londrina

Por causa da falta absoluta de tempo, o blog ficou às moscas por quase dois meses, é verdade. Com a proximidade de julho sobra um pouco mais de tempo, e pouco a pouco vou postando aqui o que quis postar desde maio. Em breve darei continuidade também ao Celeste e Branco, meu blog sobre a Argentina.

Aqui em São Paulo, embora a temperatura baixe dos 10 graus em algumas madrugadas do ano, o frio nunca é tão forte e nem constante (para a minha infelicidade!). Mas os nevoeiros, sim! São muito frequentes nas manhãs de abril a setembro na capital paulista. E ainda que o caos aéreo se instale em manhãs de baixa visibilidade nas principais capitais do Brasil - com aeroportos fechados e voos atrasados em horas - não deixa de ser um belo fenômeno. Aí vão duas fotos simples, tiradas por celular e durante a correria para chegar ao trabalho, de um dos vários dias deste junho em que São Paulo amanheceu um pouco com cara de Londres:

Visibilidade de só dezenas de metros - Foto: Fábio De Nittis

Topo do prédio quase invisível - Foto: Fábio De Nittis

1 de mai. de 2011

Susan was totally right


Susan Miller: previsões de enorme acerto

Boa parte das pessoas age da seguinte forma em relação à astrologia: quando lê o horóscopo e ele está positivo, fica feliz. Quando lê e está ruim, diz não acreditar nesse tipo de coisas. E 95% esquece o que o signo indicava imediatamente após a leitura.

Já eu sou diferente. Como na minha família há gente que gosta de astrologia, sempre li horóscopos. Desde janeiro do ano passado, consulto diariamente as previsões do Terra, que são muito boas. Mas em meados de 2010, vasculhando o blog Nos Ares (blog sobre Buenos Aires escrito pela jornalista Ana Manfrinatto), eu descobri por meio deste post a Susan Miller.

Susan é a astróloga mais famosa dos Estados Unidos e do mundo. O sucesso é tão grande que nos EUA há uma camiseta que diz “Susan was totally right” (Susan estava totalmente certa). O motivo de tanto sucesso, além do talento, é o fato dela detalhar bastante as previsões. Ao contrário de alguns sites que só apresentam cinco ou dez linhas de horóscopo mensal - e muitas vezes coisas clichê, do tipo “no amor, siga seu coração” - a Susan escreve ao redor de vinte parágrafos para cada signo, detalhando datas e acontecimentos.

Justamente por ser tão preciso, é difícil que ela acerte completamente, mas quando ela acerta, é em cheio. Lembro-me que em dezembro Susan Miller falou que os dias mais tensos do mês para mim seriam os dias 3, 17 e 21, e que ao longo do mês eu poderia enfrentar problemas relacionados a carro quebrado. Lembro que quando li sobre o carro pensei: "comigo não vai ser, não vou viajar neste fim de ano". Mas não deu outra! No dia 17 eu resolvi sair para tirar a carteira de trabalho e o carro em que eu estava quebrou, longe de casa. Já no começo deste ano, as previsões da Susan indicavam insistentemente que o período era benéfico para quem era capricorniano e trabalhava na área de comunicação, que um novo emprego poderia surgir. Resultado: no último dia de fevereiro mudei de emprego. Falou em um abril de 2011 meio complicado e realmente foi. As previsões também se confirmaram incrivelmente para um amigo meu, que passou a lê-las depois que indiquei o site.

Diante de tudo isso, anoto as datas positivas e negativas para realizar determinadas ações, sempre tentando reorganizar meu cronograma de acordo com a astrologia.  E no primeiro dia do mês entro insistentemente no site, até que ele se atualize (o horóscopo gratuito é apenas mensal, e costuma sair no final da manhã/começo da tarde do primeiro dia do mês, pelo horário brasileiro).

O site é em inglês. Qualquer coisa, tentem traduzir no Google Tradutor. A tradução não é das melhores e algumas coisas ficam sem sentido, mas dá para aproveitar bastante coisa. O endereço é: http://www.astrologyzone.com/forecasts/. Ela também tem o twitter, onde de vez em quando comenta algo sobre os signos, é o @astrologyzone.

O horóscopo de maio já está no site desde ontem à noite e, ao menos para o meu signo (capricórnio), será um mês muito bom. Assim seja!

24 de abr. de 2011

Feriados deixam saudades

Sou mais um escravo do relógio. No meu dia-a-dia, tudo deve ser rigorosamente cronometrado para que eu consiga cumprir tudo o que tenho que fazer no horário correto. É a hora de acordar, a de sair de casa, a de chegar ao ponto de ônibus, a de chegar ao metrô e à outra linha de metrô, a hora de pegar o outro ônibus para entrar no trabalho no horário determinado... tudo isso só até às dez da manhã, mas assim segue o resto do dia.

E eis que chega um dos pouquíssimos feriados prolongados de 2011 (desculpem pela informação desanimadora), o da Páscoa. De repente, todos os problemas parecem desaparecer. Não há mais aquela preocupação porque o ônibus demorou 50 minutos para passar e você chegou atrasado no trabalho. Nem a preocupação de chegar atrasado na faculdade em dia de atividade valendo nota porque o ônibus levou 45 minutos para passar e depois ficou estagnado no mesmo ponto durante 20 minutos, preso em um congestionamento típico de horário de pico em São Paulo. No feriado - quando a semana de provas já passou - não há preocupação em ler textos que às vezes não são tão interessantes ou ler páginas de anotações feitas ao longo de todo o bimestre para a prova. Não estou me queixando, afinal, ainda que eu reclame frequentemente do cansaço no Twitter, eu gosto do que faço e levo a vida numa boa. Coloco os fones de ouvido e tento passar o mínimo de estresse possível quando acontecem tais imprevistos, porque sei que passar nervoso infelizmente não vai aliviar o trânsito nem fazer o ônibus chegar mais rápido.

E ainda que eu não tenha procurado a calma do interior e nem ido me esbaldar no mar com 35 graus no litoral, este feriado deixará saudades, como a maioria deles. Saudades porque pude trocar as três horas de sono diárias por dez ou onze. Porque pude tirar um dia para visitar parentes e outro dia para ir ao cinema. Porque pude aproveitar meu tempo para ler notícias, acompanhar blogs que durante a semana não tenho tempo de ler, iniciar a leitura de um livro que peguei emprestado... e também porque pude gastar tempo com coisas mais irrelevantes, como passar horas nas redes sociais ou ligar as caixinhas de som e acessar o site de uma rádio argentina para cantar e me interar do que é sucesso no país vizinho, tão admirado por mim.

Agora, a noite do último dia de feriado já está se iniciando, e amanhã tudo volta ao normal. Ainda bem. Seria entediante demais viver num eterno feriado. Que venha a rotina, mas que o próximo feriado não demore.

27 de mar. de 2011

Novidades no metrô paulistano







Linha amarela ganha nova estação nesta segunda, 28 (Foto: Fábio De Nittis - arquivo)


O metrô de São Paulo está com algumas novidades neste final de março. Agora, os usuários do sistema podem consultar a situação das linhas 1 (azul), 2 (verde), 3 (vermelha) e 5 (lilás) em tempo real, por meio do serviço "Direto do Metrô", no site do Metrô (http://www.metrosp.gov.br/). O serviço utiliza cores para descrever qual a situação das linhas. Verde indica operação normal, amarelo aponta alguma restrição e vermelho indica alguma paralização ou problema de grande interferência. E quem tiver celular com acesso à internet também pode obter as informações, pelo endereço http://www.metrosp.mobi/. Não sei como que anda o funcionamento deste dispositivo, já que passo 17 horas por dia fora de casa (portanto, não tenho como acompanhar) e até que ponto facilita a vida dos passageiros, já que às vezes as linhas estão funcionando dentro da normalidade, mas a quantidade de passageiros é tão grande que se espera 15 ou 20 minutos até embarcar em um trem. De qualquer forma, é um interessante mecanismo de auxílio aos passageiros.

Outra novidade é o prolongamento da linha 4 - amarela. Nesta segunda, 28 de março, inaugura-se a estação Butantã. Localizada no cruzamento da Av. Vital Brasil com a Rua Pirajussara, a estação funcionará de segunda a sexta (inclusive feriados, das 8h às 15h), como o resto da linha. Agora o metrô de São Paulo passa a ter 61 estações e a extensão da rede passa de 69km para 70,6km. Só para relembrar: a linha 4 - amarela foi inaugurada em 25 de maio de 2010 (falei sobre ela pouco tempo depois, no começo de junho, que você pode ler clicando aqui) com apenas duas estações: Paulista e Faria Lima. No início, a linha operava das 9h às 15h. Este horário foi aumentado em uma hora no dia 24 de janeiro, quando as estações passaram a abrir às 8h. Ainda este ano, devem ser inauguradas as estações Pinheiros (fazendo integração com a linha 9 - esmeralda, de trem) e as estações Luz e República, integração com as linhas 1 - azul e 3 - vermelha, respectivamente. Há ainda mais duas novidades, que conto rapidamente para que elas não passem em branco, já que não encontrei maiores informações: a ampliação do horário de funcionamento das estações Tamanduateí e Vila Prudente, na linha 2 - verde - desde o último dia 19 funcionam das 4h40 às 21h - e a entrega do primeiro trem reformado da linha 3 - vermelha, como parte do processo de modernização da frota.

5 de mar. de 2011

O caos no M' Boi Mirim, visto ao vivo

Na última segunda-feira, troquei de emprego e comecei a trabalhar bastante longe daqui, próximo à represa de Guarapiranga. Como moro na zona leste e a Guarapiranga fica na zona sul, todos os dias são 35km a percorrer só para ir. Dois ônibus, dois metrôs, três horas (depois ainda tem uma hora e meia até a faculdade, aulas e mais outra hora e meia para chegar em casa, totalizando 70km e seis horas no transporte público). Ufa!

Para quem não é daqui, ou é, mas não conhece a região, vou tentar explicar. O centro geográfico da cidade é a Praça da Sé. De lá até a Avenida Guarapiranga são 21km. Para chegar lá, saindo do centro e indo rumo ao sudoeste da cidade, passa-se pela região da Avenida Paulista, do Ibirapuera, de Moema, do valorizado Aeroporto de Congonhas, mais um tanto e passa-se por Santo Amaro, pela linha 5 - lilás do Metrô e depois anda-se mais uns 15 minutos de ônibus.

Naquela região há um corredor de ônibus que passa pela Avenida Guarapiranga e Estrada do M' Boi Mirim. Estas são as avenidas que permitem o acesso de moradores daquela região (ou de bairros mais distantes) à Marginal Pinheiros. Acontece que a quantidade de ônibus que passa por lá é tão grande que o corredor trava por completo, os ônibus são desligados e as pessoas tem que descer e andar a pé até Santo Amaro (creio que deve dar algo como 2h a pé dali), para tentar acessar o centro da capital. Por isso, os moradores já protestaram inúmeras vezes, como é mostrado nos veículos de comunicação. Na última sexta, dia 4, houve mais um protesto. Eu estava lá e relato.

Meu ônibus parou na Ponte do Socorro, sobre a Marginal Pinheiros, a cerca de 4km do meu local de trabalho. Imediatamente os passageiros desceram. Desci também e, com espírito jornalístico, comecei a fazer perguntas para a população local. Logo descobri que se tratava de uma manifestação que interditava a pista sentido bairro e também a sentido centro. Vi pessoas desesperadas ligando para o trabalho, trabalhadores que andavam fazia duas horas e que ainda estavam a muito tempo de caminhada de uma região em que fosse possível pegar outras linhas de ônibus. Após quarenta minutos de caminhada apressada, chego ao protesto, enquanto podia ouvir gritos de indignação ecoando pelas ruas. Apesar da forte presença policial, era uma manifestação sem violência, contra a péssima situação do transporte público na região.

O desfecho? Depois de cinco horas interditando a avenida e cerca de duas mil pessoas protestando, os moradores ouviram do prefeito Gilberto Kassab que a solução virá apenas daqui oito anos, com a construção de um monotrilho integrado à linha do Metrô. Pelo que entendi, integrado à linha 5, que anda com as obras praticamente paradas e que ainda tardará muitos anos para chegar às estações Santa Cruz e Chácara Klabin e enfim ser conectada ao resto da rede metroviária.

Ainda assim, creio que monotrilho não é a solução mais adequada. Talvez seria a extensão da linha lilás na outra extremidade, do Capão Redondo à região do Jardim Ângela. Logo é 2012, ano de eleições. Os candidatos passarão por lá, como passarão por aqui, fazendo mil promessas. Aparecerão promessas de corredor de ônibus aqui, linhas de monotrilho ali (aliás, é a nova moda dos políticos locais. Só para constar, nenhum saiu do papel e nem está em obras), linhas de metrô milagrosas conectando a cidade inteira... e dependendo do canditado, não passará de promessa, mesmo. Enquanto isso, o povo, que paga impostos e R$ 3 em uma única passagem de ônibus, segue sofrendo. Aqui vão duas fotos tiradas por mim, com celular (por isso a má qualidade. Ampliem para ver melhor e com mais detalhes). Embora dê para ver de longe o protesto e parte da quilométrica fila de ônibus, não retrata nem parte do sofrimento da população. Por último, questiono: e se fossem moradores de alto poder aquisitivo protestando, seriam tratados com o mesmo descaso? A solução hipotética só chegaria no mínimo em 2019?

O protesto contra as péssimas condições do transporte público
Foto: Fábio De Nittis

Fila interminável de ônibus na Avenida Guarapiranga
Foto: Fábio De Nittis

27 de fev. de 2011

Mi Buenos Aires querido


Puente de la Mujer, em Buenos Aires - fevereiro de 2011 (Foto: Fábio De Nittis)


No começo deste mês de fevereiro, felizmente pude voltar a Buenos Aires, depois de quase três anos. Bom, a primeira viagem (que também incluía Bariloche, na gelada patagônia argentina) já postei aqui, em julho do ano passado. Dividi em três posts: sobre Buenos Aires, sobre Bariloche e, por fim, esse, de fotos tiradas do avião.

Já nesta viagem atual, de 2011, tirei 980 fotos. Achei legal compartilhar na internet, há várias belas imagens e muitas histórias, mas achei que aqui ficaria muito confuso. Por isso, criei hoje um blog específico sobre a Argentina. O endereço é esse: http://celestebranco.blogspot.com/ . Postarei lá algumas memórias e histórias da viagem, além de dicas para quem vai viajar para lá, especialmente se for a primeira vez.

Já quanto ao "palavras e fatos", seguirei postando neste blog normalmente ;)

25 de jan. de 2011

Feliz Aniversário, São Paulo!

A aniversariante do dia, completando 457 anos


São mais de 11 milhões de habitantes (e mais de 20 milhões somando sua região metropolitana), mais de 1.500km² de área, R$ 357 bilhões de PIB - o maior do Brasil e o décimo maior do mundo, cinco linhas de Metrô e mais seis linhas de trem que transportam quase seis milhões de passageiros diariamente, mais alguns milhões transportados por ônibus e tantos outros números surpreendentemente elevados. Diante de números assim, não é difícil saber que estou falando de São Paulo.

É a cidade dos arranha-céus modernos na região da Berrini, das sempre agradáveis e nobres ruas de Moema, Morumbi, Jardins, Pinheiros - para citar apenas alguns dos bairros valorizados , dos barzinhos da Vila Madalena, da elevada e imponente Avenida Paulista - centro econômico e palco da maioria dos momentos mais importantes da história da cidade, da luxuosa Oscar Freire, do Ipiranga - o bairro da Independência, das construções antigas e chamorsas, como Banespa, Catedral da Sé, Estação da Luz e Teatro Municipal, dos parques agradáveis, do autódromo de Interlagos, que recebe todo ano o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, das baladas exclusivas do Itaim Bibi, do Trem das Onze, da esquina das Avenidas Ipiranga e São João, dos nordestinos, dos italianos, portugueses, bolivianos, chineses, espanhóis e até dos índios (presentes em Engenheiro Marsilac, extremo sul da cidade), dos aviões que cortam o céu o dia todo, da vasta oferta cultural, gastronômica, de entretenimento... enfim, são tantas coisas para se falar, mas é impossível. São Paulo não cabe em palavras.

E aproveito este dia tão especial, quando a querida Sampa completa 457 anos de fundação, para fazer esta singela homenagem à cidade onde vivo desde que nasci.

Apesar de morar no lado B da Terra da Garoa (o que não tem turistas e a que só os moradores daqui e de bairros próximos conhecem), apesar de todos problemas da cidade, típicos das grandes metrópoles de países em desenvolvimento, de todos os dias permanecer ao menos 2h45 dentro de ônibus e metrôs quase sempre cheios, de todas as tempestades que me molharam e que ainda vão me molhar, das vezes que senti frio devido às rápidas mudanças meterológicas e de eu ser muito crítico (não nego) em relação ao país, amarei São Paulo para sempre, ainda que um dia talvez eu possa viver longe daqui. PARABÉNS, SÃO PAULO!! Que dias ainda melhores estejam a caminho para a cidade!

3 de jan. de 2011

+ 600% em 17 anos


Tarifa de ônibus sobe mais do que a inflação em São Paulo: vai custar R$ 3,00 (Foto: Portal R7)


Foi confirmado no final do mês passado que, mais uma vez, a tarifa do ônibus irá subir em São Paulo. De R$ 2,70, os paulistanos agora pagarão um valor de R$ 3,00 pela passagem (a integração ônibus-metrô do Bilhete Único sobe de R$ 4,07 para R$ 4,29). O aumento, de 11%, foi quase o dobro da inflação na capital paulista desde o último aumento (no ano passado), de 5,8%. Segundo o prefeito Gilberto Kassab, as passagens foram reajustadas dada a necessidade da prefeitura de economizar o dinheiro repassado ao transporte, para investi-lo em outras áreas.

E nesta segunda e também amanhã, terça-feira, a corrida é grande aos postos de recarga. Como o reajuste acontece na próxima quarta-feira, quem recarregar até amanhã continuará pagando a tarifa antiga, de R$ 2,70, até que os crédios expirem.

Vale destacar que, de acordo com uma tabela do Terra, que pode ser encontrada clicando aqui, a tarifa de ônibus na capital subiu 600% desde a implantação do real, em 1994. Em 1994, a passagem de ônibus custava R$ 0,50. Quatro anos depois, já era o dobro. Em 2001, já era quase o triplo. Em 2006, a passagem já era bem mais que o quádruplo. Em 2010 a passagem passou a ser mais de cinco vezes o que era em 1994, e em 2011, com o valor de R$ 3,00, o aumento em relação há dezessete anos atrás chega a 600%, ou seis vezes mais.

Com relação ao metrô, o aumento foi menor, mas também foi bastante expressivo, de mais de 400% (isso até ano passado), como você pode ver clicando aqui. O metrô também deve reajustar o preço da passagem, provavelmente em fevereiro, mas o valor ainda não foi divulgado.

Ficam as questões: o salário dos trabalhadores subiu 400 a 600% em 17 anos? A qualidade do transporte coletivo paulistano subiu entre 400 e 600%? Que prefeito ou governador terá a nobre atitude de congelar ou baixar a tarifa, em benefício do trabalhador? Acho que as duas primeiras estão fáceis de responder, mas quanto à última, infelizmente sigo aguardando, sem muitas esperanças.

25 de dez. de 2010

Que venha 2011!

               Paulistanos recebendo 2010, na Avenida Paulista (Foto: Daigo Oliva/G1)


Apesar de eu não viajar neste Réveillon, muita gente já está pegando a estrada rumo a outras cidades. Portanto, gostaria de deixar desde já a minha mensagem de fim de ano, já que muitos só voltarão a acessar o blog em janeiro.

Chegamos a mais um fim de ano, outro tempo de reflexões. Até 2007, o balanço do ano era praticamente o mesmo. O dever sempre estava cumprido e outro ano de colégio me aguardava pela frente. 2008 foi extremamente positivo, mas terminou e eu não tinha destino definido. Eis que chegou 2009. O ano foi árduo, de muito estudo no cursinho, mas uma sensação impossível de descrever de dever cumprido. Então chegou 2010. Antes mesmo de começar, sabia das boas surpresas que ele me reservaria. Só não imaginava o quão positivas seriam estas mudanças e o quanto me fariam bem. Ainda nos primeiros dias do ano, consciente de que a inércia não me levaria a lugar algum, comecei a trabalhar. Logo veio a viagem às Cataratas e a tão aguardada faculdade. Lá, novos e fortes laços de amizade.

No segundo semestre, novas responsabilidades, aumento expressivo das horas de estudo e trabalho. A maioria dos dias com cerca de dezoito horas diárias dedicadas à faculdade, preparação de aulas, trabalho ou me deslocando nos trajetos entre lugares. Uma vontade inesgotável de vencer na vida. Mas, em meio a tantas responsabilidades, intervalos para a vida social.

Muito satisfeito com 2010, chego ao final deste ano tomado por pensamentos positivos, muito feliz e esperançoso em relação ao próximo ano. E é isso que quero transmitir aos caros leitores, aos quais não tenho palavras para agradecer o prestígio, nesta mensagem de fim de ano. Desejo a todos vocês um 2011  de muita paz, saúde, prosperidade, sucesso e realizações pessoais e profissionais. É clichê dizer que não basta apenas esperarmos as mudanças, e sim que devemos fazê-las acontecer. É clichê, mas é verdade. Tenham muita força e otimismo em 2011, que o destino se encarrega de trazer o resto. FELIZ 2011!!!

24 de dez. de 2010

Feliz Natal!!

Feliz Natal! Merry Christmas! ¡Feliz Navidad! Bom, a língua não importa, o que importa são os desejos que todos tenham um Feliz Natal. Que todos os nossos pedidos se tornem realidade e que possamos todos desfrutar do verdadeiro espírito natalino, o de paz, harmonia, felicidade, bondade e tranquilidade. E, como digo todo ano, que estes sentimentos nobres não se restrinjam apenas à noite de hoje e ao dia de amanhã, mas façam parte das nossas vidas. FELIZ NATAL A TODOS!