3 de jan de 2011

+ 600% em 17 anos


Tarifa de ônibus sobe mais do que a inflação em São Paulo: vai custar R$ 3,00 (Foto: Portal R7)


Foi confirmado no final do mês passado que, mais uma vez, a tarifa do ônibus irá subir em São Paulo. De R$ 2,70, os paulistanos agora pagarão um valor de R$ 3,00 pela passagem (a integração ônibus-metrô do Bilhete Único sobe de R$ 4,07 para R$ 4,29). O aumento, de 11%, foi quase o dobro da inflação na capital paulista desde o último aumento (no ano passado), de 5,8%. Segundo o prefeito Gilberto Kassab, as passagens foram reajustadas dada a necessidade da prefeitura de economizar o dinheiro repassado ao transporte, para investi-lo em outras áreas.

E nesta segunda e também amanhã, terça-feira, a corrida é grande aos postos de recarga. Como o reajuste acontece na próxima quarta-feira, quem recarregar até amanhã continuará pagando a tarifa antiga, de R$ 2,70, até que os crédios expirem.

Vale destacar que, de acordo com uma tabela do Terra, que pode ser encontrada clicando aqui, a tarifa de ônibus na capital subiu 600% desde a implantação do real, em 1994. Em 1994, a passagem de ônibus custava R$ 0,50. Quatro anos depois, já era o dobro. Em 2001, já era quase o triplo. Em 2006, a passagem já era bem mais que o quádruplo. Em 2010 a passagem passou a ser mais de cinco vezes o que era em 1994, e em 2011, com o valor de R$ 3,00, o aumento em relação há dezessete anos atrás chega a 600%, ou seis vezes mais.

Com relação ao metrô, o aumento foi menor, mas também foi bastante expressivo, de mais de 400% (isso até ano passado), como você pode ver clicando aqui. O metrô também deve reajustar o preço da passagem, provavelmente em fevereiro, mas o valor ainda não foi divulgado.

Ficam as questões: o salário dos trabalhadores subiu 400 a 600% em 17 anos? A qualidade do transporte coletivo paulistano subiu entre 400 e 600%? Que prefeito ou governador terá a nobre atitude de congelar ou baixar a tarifa, em benefício do trabalhador? Acho que as duas primeiras estão fáceis de responder, mas quanto à última, infelizmente sigo aguardando, sem muitas esperanças.

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